[band-aid, prozac e outros paliativos]



quinta-feira, março 17, 2005

Uh l'amour perfet... petit morte et un peu de sort!

Miss_K | 1:33 AM |

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segunda-feira, março 07, 2005

certo, certo... ela trocou o certo (assim, assim, digamos quase certo) pelo altamente duvidoso. agora é esperar pra ver.

Miss_K | 11:46 AM |

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terça-feira, fevereiro 08, 2005

Foi naquela noite, então, que de comum acordo ambos determinaram para os devidos fins que o amor que os unia não era maior que um país inteiro a separá-los. Desligaram o telefone e seguiram cada um para o seu lado, ele mais para o sul e ela mais para o norte. Até que um dia desses, quem sabe, esses dois produtos da crise _ de crises, quiçá _ voltem a achar que amanhã é bem ali, basta esticar o braço. Pois é... De assuntos outros, um pouco mais de razão, o dicionário não-ilustrado ganhará novas palavras. Mais um "sad end", como tantos, mas com um saldo nada desprezível. Porque é assim que acontece quando ninguém é feito de idiota.

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Ontem assistiu Closer e está quase certa de que o melhor é ter um cachorro e uma samambaia.

Miss_K | 1:02 PM |

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quarta-feira, fevereiro 02, 2005

>pazes<

Miss_K | 1:23 AM |

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segunda-feira, dezembro 27, 2004

A partir do próximo ano, passo a ser regida pelo meu ascendente. É o que dizem aqueles que acreditam em astros. Verdade, caminho a passos largos ao encontro de Balzac. Exagerada? Sim, deixe-me despedir de meus últimos dias de canceriana. Sou do tipo que rejeita crenças em horóscopos, mas não resisto a um. Porém, levo astrologia a sério, na medida do que o que é oculto permite. E acho mesmo que senti um pouco de mim indo embora ao longo de 2004. Talvez não seja o zodíaco, mas o amadurecimento natural, talvez os fatos positivos que me acompanharam, mas vi mudanças e gostei disso, qualquer que seja a explicação.

Julho não é mais de todo negativo. O mês de perdas e de anos completos deixados pra trás ganhou novo significado quando recebeu de braços abertos uma criaturinha muito branca de olhos e cabelos muito pretos. Quando ela ri, uma esperteza só, me enche de alegria e de vida. Às vezes sinto vontade de chorar de felicidade e não me importo mais que me taxem de brega, piegas, sentimental ou qualquer coisa assim. Tenho duas crianças lindas perto de mim, felizes, amadas e isso é, sim, um motivo para ser feliz eu também. Não são minhas, mas têm meu sangue, se parecem comigo no álbum de família. Quero filhos meus, mas quero um mundo diferente do que vejo quando abro minha janela.

Sexta-feira saí para comprar os presentes que ainda faltavam. Levava no bolso uma representação plástica do meu primeiro décimo-terceiro. Fiquei deprimida e envergonhada ao ver tanta gente na rua acreditando no tal do espírito natalino para ter um quinhão da felicidade, mesmo que de mentira, dos lares suspensos. Enojou-me ver tanta caridade por uma obrigação politicamente correta de ser solidário no Natal, presentes dados mecanicamente sem escolha, sem palavras, sem olhar no rosto de quem recebia, como carimbadas numa repartição. Ao sair do carro, vi uma criança, dois anos no máximo, fralda e chupeta, mas já repetia com a mão direita o gesto de pedir dos irmãos. O vendedor pensou que minha voz refletia a frustração do livro não encontrado, mas disse-lhe a verdade. A mulher ao lado não entendeu uma palavra e disse que também achava um saco tanta gente pedindo. Não achei que valesse a pena discutir. Embora a cada dia eu discuta mais por motivos como esse.

No passar de 2004 percebi que existem coisas pelas quais vale a pena discutir, e outras não. Mas só fui ver isso depois de discutir por um monte de coisa inútil. Acabei me metendo em histórias que não eram minhas, defendendo que já é bem grandinho pra se defender sozinho e transformando besteiras, discussões tolas, em coisas de importância.

Mas inimizade besta não é algo para se perder tempo. Principalmente agora que tenho tão pouco para me dedicar ao que realmente interessa. Tenho estado menos com meus amigos e me ressinto de não estar mais presente com pelo menos três deles nos momentos em que mais precisaram, mesmo que não soubesse o que fazer ou dizer. Algo que me proponho nesse próximo ano é superar essa fraqueza porque as amizades valiosas é que devem ser mantidas. Mas com isso pude perceber que a ausência de certos amigos, quando eu precisei, não significa necessariamente falta de amor ou de preocupação. Cada um tem uma maneira diferente de agir, de encarar as coisas e eu não devo esperar mais do que eles podem me dar. Existem os amigos das horas boas, os das festas, mas existem os de sempre e não vale a pena julgar, ordenar, escalonar ou etiquetar. Deixei de me levar também por questões fúteis, pois se ser policitamente correto é chato, ser cruel às vezes pode ter seu charme, mas ser sempre se torna deselegante.

Não gosto do que faço, mas sou boa. Custei a acreditar nisso, mas hoje leio algumas coisas passadas e rio de mim mesma. Como uma empresa fajuta pôde ter detonado tanto minha estima ao mesmo tempo em que consumia a maior parte do meu dia? Como por tanto tempo eu fechei os olhos para o que todo mundo vê, que de tão escancarado vira chacota? E eu pensando que o problema era comigo... Sim, é verdade que vez por outra ainda me arrependo de algo, acho que não merece ser eternizado no pano ou no papel. Mas é uma auto-crítica natural, não uma grade de ferro me prensando e dizendo que Fulano é melhor ou mais amigo da garotada. Não gosto, mas estou me acostumando e até vendo algo mais além, algo bacana. Estou bem e vou ficar melhor.

Não falo de amor quase nada, mas isso não quer dizer que não exista um cara muito bacana.
E caminho a passos largos também de volta ao manequim 38. Porque futilidade faz parte, é saudável.

Engraçado, mas há algumas coisas que, pensando bem, não me lembro se foram neste ano ou no ano passado, ou como aconteceram de fato. Pelo menos comigo, quando aparece meio borrado na linha temporal é porque não tem tanta importância. Acho que estou mais seletiva, existe muita coisa sem importância por aí mesmo. Que venham os 25, que venha sagitário, que venha o que realmente interessa.

Miss_K | 1:02 AM |

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sábado, novembro 20, 2004

desculpe, amor, se eu o trouxe até aqui e foi sem avisar. mas você já devia saber que nessas combinações de casal não cabe plano, não cabe cálculo, não tem espaço nem pra lugar. razão é roupa apertada, pensar muito é andar pra trás. responsabilidade deixo para o trabalho. com você, prefiro ser feliz. pensa no resto amanhã. chegue aqui. arranjei uma surpresa e acho que você vai gostar.

Miss_K | 10:02 PM |

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quarta-feira, outubro 06, 2004

Antes eram só umas pocinhas de lembrança. Agora é um oceano de saudade.
O que fazer com esse país inteiro a separar nossos sorrisos?

Tudo anda tão sem graça mesmo.

Miss_K | 1:45 AM |

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sábado, setembro 04, 2004

Estava tão linda a minha menina flor de encantamento, dançando com uma graça sem jeito. No meio da música, olha para o lado e me pergunto por quem será que procura? Fico tenso só de te ver, falo besteiras que não diria na frente de nenhuma outra, deixo copos cairem e palavras escaparem. Você continua esperando alguém e meu ciúme é maior do que qualquer tragédia russa. Cada olhar na tua direção, tenho vontade de socar a cara do infeliz. Chega o seu amigo e você me abandona na pista. Me dá dois beijinhos e some. A cerveja esquentou porque quando falo contigo esqueço de qualquer coisa. As pessoas me contam que seu amigo é gay e você sabe disso. Alívio. Mas por que ele ganha selinho e eu não?

Sou cheia de besteiras e sinto tanto medo de me magoar que fujo de qualquer pessoa, mesmo você que é o maior dos encantamentos. Se você pudesse ver o raio-x do meu coração, querido, teria medo de se cortar com tantos cacos. Eu danço porque bebo e não sou boa pra você. Sou carinhosa, mas quando expresso, todo mundo pensa que já é interesse. As pessoas são fechadas e me fecho com elas. Meu amigo gay é fofo e já fui apaixonada por ele, mas os selinhos não significam nada diante de você. Porque por você eu estou interessada, sim. Mas, já disse, tenho medo. Fico apavorada quando penso que quase te dediquei uma música.

Teria desmontado com sua música, mas você oferece músicas a tanta gente. No final, saíria de lá pensando que sou mais um. Você me acha fechado? Eu sou tímido e sempre pensei que você não iria olhar pra mim. Você é tão estilosa, tão moderna, sempre uma cerveja e um cigarro, sabe tantas coisas, é musa de tanta gente. Cheguei a pensar que você não tinha coração e que só queria saber de se divertir com caras como eu, um cara que toca violão. E eu sei que você despreza carinhas que tocam violão. Nunca te ofereceria uma música. Mas teria todo o cuidado com o seu coração, pode apostar.

Apostar o quê? Não tenho o que apostar. Se aceitasse, seria o maior dos riscos, pular sem garantias, para-quedas com defeito. Investimento de risco, homens bonitos sempre são. Sabe que me surpreendeu? Um cara tão lindo, tão popular, tão latino, deveria ser um boçal, um metido, eu pensava assim. E você falava com todo mundo sempre rindo, menos comigo, sempre muito formal, olhando pra baixo. Achava que me desprezava, que me cumprimentava por educação. Agora, que você me falou tudo isso, tenho mais medo ainda. Mas posso te garantir que você é a única pessoa para quem eu ofereceria uma música hoje sem que fosse seu aniversário.

Você é tão prolixa, meu bem...

Você fala muito.

[nosso primeiro ponto em comum. ou melhor, voltas em comum]

Qual música você me ofereceria?

Vamos lá em casa que eu te mostro.

Depois eu te mostro a minha, mas é no violão. Posso?

Lá em casa tem violão. Bobo.

Miss_K | 3:47 PM |

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quarta-feira, junho 02, 2004

"Vamos ao cinema, baby
Vamos nos mandar daqui
Vamos nos casar na Igreja
Chega de barraco
Chega de piti

Vamos pra Bahia, dengo
Vamos ver o sol nascer
Vamos sair na bateria
Deixe de chilique
Deixe de siricotico"

Miss_K | 10:31 PM |

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sexta-feira, maio 14, 2004

Mon coeur de silex vite prend feu
Ton coeur de pyrex résiste au feu
Je suis bien perplexe je ne veux
Me résoudre aux adieux

Je sais bien qu'un ex amour
N'a pas de chance ou si peu
Mais pour moi
Une explication vaudrait mieux

Sous aucun prétexte je ne veux
Devant toi surexposer mes yeux
Derri?re un Kleenex je saurais mieux
Comment te dire adieu

Miss_K | 1:15 AM |

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segunda-feira, maio 03, 2004

Ir em frente?
Amélie Poulain tentando acreditar que seus ossos não são de vidro.

Tão difícil, talvez lhe faltem cálcio e vitamina D.

Miss_K | 11:38 PM |

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terça-feira, abril 27, 2004

Só agora percebi que deixei alguns comentários com o link errado, apontando para cá.
Voltem para lá lá lá agora mesmo.

Miss_K | 11:23 AM |

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quinta-feira, abril 15, 2004

Lucíola não é uma pessoa que tem o hábito de mandar os outros tomarem no cu. Portanto, no dia em que ela fizer isso, leve a sério. Mesmo depois de algumas cervejas. Principalmente se ela se levantar, olhar nos seus olhos e falar bem pausadamente. Ela quando tem algo a dizer diz é na cara. Porque tem gente que merece.

Se arrependimento matasse, já era hora de encomendar a missa de sétimo dia da garota.

Miss_K | 4:01 PM |

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segunda-feira, abril 12, 2004

Foi naquela noite que Lucíola tentou se matar e não conseguiu. Achava que seria o suficiente para renascer outra. Nada! Inércia era a palavra. Lucíola insistia em viver. Que merda. O chuveiro é que sabe, o Coldplay é que sabe, aquela outra canção teimando no estômago. Vomitou mais por nojo de si mesma do que pelo vinho barato. Depois pensou que ora bolas, toda tentativa é válida para tentar jogar o tempo perdido na latrina e sentir de novo. O problema é que não sentiu e foi decepção demais para ela. Que diabos teria acontecido a ela? Por que esse olhar de zumbi? Lucíola agora vai tentar dormir porque é o único momento do dia em que não quer fugir de si.

* * *


Lucíola deve ter algum problema de memória:
Não consegue esquecer.

Miss_K | 11:55 PM |

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"Se existe Deus em agonia manda essa cavalaria que hoje a fé me abandonou"

Invento e exagero às vezes, mas é coisa pouca.

misskoltrane@yahoo.com.br

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Revirando o passado...

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